03
Dez
06

Morte.

    Corrida sem vencedores, com um relógio continuamente em
contagem decrescente, a morte aproxima-se como uma sombra sobre um vale é
inevitável e certa. Podemos tentar-lhe fugir, ignorar e até tentar a enganar
mas no fim todos partilhamos um destino comum. Coloca-se a questão, se a morte é
certa então porquê viver ou então, porquê deixar a vida escapar por entre os
dedos receando a morte.
    Há quem na
religião encontre um certo conforto e conformismo com a morte, no entanto
quando não se tem qualquer crença a morte é exposta tal como ela o é,
definitiva e final. Nunca me habituei a aceitar esse facto da vida que é a
morte, mas aceito-o como a única certeza na vida. Infelizmente tudo o resto é
uma incerteza, cada segundo pode nos trazer a mais agradável surpresa ou a
maior infelicidade.
   
A morte tal qual a vida
é apenas o fim de algo, não podemos fazer nada para a contrariar, resta-nos
viver a vida de forma que quando o dia chegar termos alguma coisa para recordar
nos últimos momentos. Quando já se viu ou se teve a certeza que a morte nos
batia à porta ficamos com a sensação que ainda faltava fazer qualquer coisa,
resta aproveitar a segunda hipótese que nos é dada para descobrir o que é que
nos faltava fazer, o pior é se descobrirmos e não podemos fazer nada a esse
respeito.



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