05
Nov
06

Duplicidade.

    Todos os dias vive-se um dilema, qual a máscara que irei
usar hoje para mostrar ao mundo ou então, quanto de mim deixarei transparecer
através dessa mascara.
    Ninguém é o
que parece, dentro de cada um vive uma pessoa diferente daquela que vagueia
pelo mundo. A razão é simples, a culpa é do próprio mundo que nos obriga a agir
de acordo com as expectativas dos outros, não em função de nós próprios.
    A máscara
serve um propósito simples, proteger-nos das agressões diárias do mundo
externo, afinal quem somos de verdade é demasiado frágil para poder ser exposto
ao mundo, se o fizéssemos, o mundo arranjaria maneira de nos destruir.
    Mas nem
sempre nos escondemos por detrás de máscaras opacas, por vezes em certas situações,
podemos tirar a mascara e mostrar quem somos, mas ao fazer expomos a parte mais
frágil da nossa existência, nós próprios, sem defesas, sem mentiras e apenas a
verdade. No entanto, o mundo é um lugar cruel, frio e inóspito por isso
raramente retiramos a protecção, mas quando o fazemos somos livres e
sentimo-nos vivos.


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