21
Out
06

Termonuclear.

    

    Com um simples pressionar de um botão, toda a humanidade
seria vaporizada sob a chuva de ogivas caídas do céu. Nos dias que correm
preocupamo-nos com atentados e tudo mais, esquecendo que a maior ameaça à nossa
existência advém de duas coisas, uma é a inevitável queda estatística de uma
rocha do céu como aquela que dizimou os dinossauros e a outra, nós próprios com
as nossas próprias armas. É irónico que as nações ditas avançadas ou
civilizadas sejam detentoras do poder da fusão de átomos de hidrogénio, em número
tal que daria para destruir a civilização várias vezes.
    Como chegamos
a este ponto, podemo-nos perguntar mas a resposta está dentro de cada um de nós,
somos humanos e temos de ter o mesmo que o vizinho, assim quando se começou,
iniciou-se uma corrida sem fim. Disse alguém que era sábio, não saber como
seria a próxima guerra, mas que tinha a certeza que a que viria depois seria
travada com paus e pedras.
    No entanto,
sou forçado a reconhecer que foi útil ter-se descoberto o poder inimaginável por
detrás da fusão termonuclear, pois só com tal poder destrutivo se pode
eventualmente impedir que tenhamos o mesmo final que os dinossauros. No fim
ambos os instrumentos de destruição da raça humana podem-se anular um ao outro.
Agora temos a possibilidade, dado o aviso com antecedência prévia, de vaporizar
qualquer rocha que venha em rota de colisão com o nosso pequeno mundo azul.
    Conclusão –
tudo tem um lado bom e outro mau.


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