16
Set
06

Mundo.

    Mundo, essa
esfera azul na vastidão do espaço, oásis no vácuo, lugar que conhecemos. Todos os
dias são definidos pelo período de rotação em torno do seu eixo, o nosso
planeta diz-nos como contar as horas do dia, obrigando-nos a ser sujeitos ao
seu constante ritmo de luz e escuridão. Afinal de contas somos apenas produtos
adaptados a existirem neste planeta a que chamamos mundo.
    Ao princípio,
existimos em harmonia e equilíbrio com a natureza, éramos afinal de contas
apenas fantoches das estações do ano e do resultado aleatória do ciclo de
nascimento e morte. Vivíamos em equilíbrio, em paz com a natureza, mas escravos
aos seus caprichos.
    E qual foi
a primeira grande invenção do animal homem?
    Construímos,
inventamos afinal de contas o mundo. Mudamos o que era a natureza e o tudo mais
e transformamos no mundo do homem, promovendo-nos ao titulo de espécie dominante
e senhores de toda a Terra que a partir daí seria tratada como outra qualquer
objecto, sujeito à nossa vontade.
    O tempo
passou, o mundo do homem evoluiu, expandiu-se e conquistou o planeta. No
processo, o equilíbrio que nos tinha dado origem acabou por ser quebrado por nós
próprios em função da vontade de criar no planeta o mundo dos nossos sonhos.
    O tempo
continuou a passar, sempre com o seu ritmo, como um gotejar de uma torneira na
noite, lembrando-nos que apesar de todos os esforços havia algo que não conseguíamos
mudar, como a chamar subtilmente a atenção.
    Mas
embriagados pelas nossas criações no mundo do homem, esquecemos o planeta e a
natureza do próprio, que desde sempre foi um sítio que esteve em equilíbrio, e poluímos
os ares, sujamos os oceanos e separamos o átomo.
    O tempo então
acabou…
    O planeta
terra fora desequilibrado, a resposta do mesmo foi aquela que ele podia dar,
procurou o equilíbrio natural, infelizmente, o mundo do homem não é natural, é
uma ilusão humana sustentada por estacas de promessas e desrespeito pela
natureza.
    Agora e sem
tempo, o mundo está a mudar diariamente, uma corrida sem vencedor para
estabilizar, compensar afinal, o mal que foi feito. O resultado infelizmente é
que o planeta e a mãe natureza vão novamente ganhar.
    O equilíbrio
será alcançado, o problema é que ninguém deseja esse equilíbrio automático
porque está explícito que o preço a pagar será um para o qual não estamos
preparados nem temos crédito.


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