10
Set
06

Efeitos especiais.

    Basta ligar
a TV ou ir ao cinema que os nossos sentidos são inundados com a magia dos
efeitos especiais. Como por artes magicas dragões voam ou o Titanic volta a
bater num iceberg. É a magia do cinema que esperamos e pagamos para ver e que a
cada filme se torna melhor.
    Mas aonde
irá tudo isto parar, se cada vez se torna mais fácil e rápido criar os ditos
efeitos especiais, com que facilidades serão os mesmos utilizados ou mais
importante ainda, será que já nos apercebemos quando o que vemos é efeito ou
real.
    E se os noticiários,
documentários e tudo o resto passasse a incluir efeitos especiais subtis será
que nos iríamos importar? Infelizmente, esta pergunta peca pela lentidão pois já
há muito que os noticiários utilizam as técnicas de corte para edição das notícias,
o próprio meteorologista está diante um efeito especial que já aceitamos e que
nem nos apercebemos. Infelizmente para nós como sociedade, pouco a pouco já a
barreira do real se mistura com o ficcional, a verdade dos factos com a
necessidade da programação. Sem nos darmos conta, pode-se pegar num simples
acidente de transito e tornar o mesmo numa noticia de última hora com
comentadores que divagam sobre a segurança rodoviária, um simples fogo
transforma-se numa catástrofe que empolgada de tal forma apenas serve para
alimentar o ego dos piromaníacos.
    O mundo que
nos é apresentado já tem pouco de real, ou então, tem a realidade que convém.
    O tempo
encarregou-se de nos habituar a não duvidar e aceitar como verdade absoluta o
que nos é dito e o que nos é mostrado através dos órgãos de informação. Mas se é
possível reconstruir o Titanic, como podemos saber se o que vemos é realmente o
que se passou…
    Nunca
devemos aceitar o que nos é apresentado como uma verdade absoluta, devemos
sempre questionar ou ponderar sobre o que nos é dito.
    Um dos últimos
grandes efeitos especiais da era moderna foi terem convencido o mundo que o Iraque
tinha armas nucleares e afins, e que a solução para os problemas do mundo seria
invadir esse dito país…Isso acabou por não se tratar de um efeito especial, foi
um tiro no pé.


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